Com uma espera de 6 horas, ansiei pelas novidades vindas de um país, que não sendo o meu de origem, sinto-o como se fosse. Durante a longa espera, um convite vindo do nada fez me sorrir e sentir energia suficiente para querer me "aperaltar" e vestir a rigor.
Há muito vai, a última vez que fui à "Pedreira", ou como dizem outros, ao "Estádio das Constipações". A emoção, assim que cheguei ao recinto, era me familiar. O burburinho vindo dos adeptos, os cachecóis, as bandeiras e o cheiro de relva molhada, conjugado com o frio, que me fez aconchegar o casaco e o cachecol, prometia um bom espectáculo.
Como grande novidade, tínhamos a bancada que nunca tinha experimentado. Poente ou como gostamos de apelidar, a bancada dos riquinhos! Ao estar lá rapidamente me apercebi do porquê de tal nome..sim..facilmente realizei que estar do lado poente, em nada tinha a ver com estar do lado nascente.
Com o apitar inicial, os ânimos ficaram ao rubro, ora com os passes mal conseguidos, ora com uma decisão em nada correcta do juiz, e assim, a sucessão de nomes corteses sobre as sexualidades e traições conjugais, dos visitantes, juízes e mestres surgiram.
As várias expressões caracteríticas e em coro depressa se fizeram ouvir sempre que a jogada não tinha o fim pretendido pelos mestres de bancada.. "ooohhhhh", "aaahhh", acompanhadas dos respectivos cânticos de apoio.
E assim, vejo-me rapidamente transportada para um tempo guardado nas memórias de infância. O recinto em nada é igual.. mais frio, molhado e rústico, património municipal. Os lugares, nunca marcados e de pedra, onde assistia com entusiasmo, pensando que momentos antes ainda me encontrava na escola, da qual me permitiram sair mais cedo, após analise de um pedido escrito do meu pai na caderneta, indicando a consulta médica que teria na última hora de aulas. Sorriu...
Recordo pequenos momentos marcados para sempre no meu ser, desde a claque feminina do Nacional da Madeira (frenética e aguda) até ao conhecimento de palavras que nunca tinha ouvido em contexto nenhum, passando pelas senhoras com a idade da minha avó, mas que em nada o eram quando a equipa não jogava o que elas desejavam. E assim..volto a sorrir!
Sim este ambiente.. É fantástico e eu adoro! Tanto..que me lembro de o transportar para a caloirada, todo o entusiasmo sempre que os guerreiros jogavam. E lá vejo..a Rute aos berros e a torcer por eles! Não há como não sorrir!!
Adoro a sensação que esta paixão desperta em mim.. E neste momento era mesmo o que queria sentir...Assim, por momentos, pude colocar a minha mente aqui neste país, plantado à beira mar e não o colocar onde ela quer estar. O telemóvel deixou de ser prioridade, para dar lugar aos passes, balizas e bola.
Os Guerreiros têm esse poder em mim...e eu Adoro!
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Hoje ... Disse adeus, e esse adeus doeu...
Hoje ... Disse adeus, e esse adeus doeu...! Mas tantas foram as vezes em que disse adeus, inserido em vários contextos e de todas essas vezes incontáveis, nunca dei à palavra um grande significado, ou sequer uma grande importância.
Contudo, hoje, essa palavra proferida por mim, explodiu dentro no meu ser de forma inexplicável. Assim que o virar de costas confirmou a palavra dita, todo um mundo de novas sensações e sentidos surgiu em mim. Com um nó na garganta, com borboletas no estômago e uma ansiedade que mal me deixava respirar, vi a distancia cada vez mais longa e tive vontade de simplesmente desdizer a tal palavrinha de 5 letras, como se tal acto fosse automaticamente alterar e fazer desaparecer todo o rebuliço que se originou em mim.
Mas como um novo mundo se abria em mim, outro logo surgiu. Não sou, nem nunca fui pessoa dependente de telemóvel, (muitos dos amigos o sabem), porém hoje já olhei para ele umas centenas de vezes, sempre tentando alcançar o que ele me poderá dizer, as histórias e novidades que ele me vai dar. Assim, aguardo, como nunca antes, que ele toque e me deixe apaziguar as emoções que me corroem, que ele me permita ouvir toda a melodia que o meu ser aguarda escutar e assim acalmar, pelo menos até ele se desligar e todo o rebuliço surgir novamente como se de uma primeira vez se tratasse!
Hoje, o por-de-sol vai ser triste, sozinho e frio. Hoje a noite será escura, sem lua nem estrelas. Hoje sonho com uma noite perdida no tempo, em que o meu mundo virou de pernas para o ar e se tornou um acordar com um sorriso nos olhos. Hoje sei o que quanto esse meu mundo novo me pertence e o quanto não posso viver sem. Hoje ... Disse adeus, e esse adeus doeu...
Contudo, hoje, essa palavra proferida por mim, explodiu dentro no meu ser de forma inexplicável. Assim que o virar de costas confirmou a palavra dita, todo um mundo de novas sensações e sentidos surgiu em mim. Com um nó na garganta, com borboletas no estômago e uma ansiedade que mal me deixava respirar, vi a distancia cada vez mais longa e tive vontade de simplesmente desdizer a tal palavrinha de 5 letras, como se tal acto fosse automaticamente alterar e fazer desaparecer todo o rebuliço que se originou em mim.
Mas como um novo mundo se abria em mim, outro logo surgiu. Não sou, nem nunca fui pessoa dependente de telemóvel, (muitos dos amigos o sabem), porém hoje já olhei para ele umas centenas de vezes, sempre tentando alcançar o que ele me poderá dizer, as histórias e novidades que ele me vai dar. Assim, aguardo, como nunca antes, que ele toque e me deixe apaziguar as emoções que me corroem, que ele me permita ouvir toda a melodia que o meu ser aguarda escutar e assim acalmar, pelo menos até ele se desligar e todo o rebuliço surgir novamente como se de uma primeira vez se tratasse!
Hoje, o por-de-sol vai ser triste, sozinho e frio. Hoje a noite será escura, sem lua nem estrelas. Hoje sonho com uma noite perdida no tempo, em que o meu mundo virou de pernas para o ar e se tornou um acordar com um sorriso nos olhos. Hoje sei o que quanto esse meu mundo novo me pertence e o quanto não posso viver sem. Hoje ... Disse adeus, e esse adeus doeu...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Odeio...
Mais um exame..mais uma ressonância... Odeio o ficar quieta 30 minutos. Odeio o barulho, odeio a comichão, as dores de cabeça, o suor das mãos, o frio dos pés e odeio as dores!!!
Desilusões...
Muito..muito perto do colapso!!..Respirar profundamente...e acalmar.. É difícil... Existe muito a sobrepor-se no que realmente importa e eu não me sinto capaz. Cansada, farta de mentiras e desilusões! E desejo que esse dia se aproxime mais rápido, porque é difícil guardar tudo isto aqui dentro.. a desilusão foi em excesso e eu simplesmente não consigo esquecer e retirar este sentimento que me corrói por dentro dia após dia. Quando achamos que já nada nos pode surpreender eis que acontece...
Por não querer falar sobre..é que se torna tão complicado lidar com.. É nestes momentos que sinto falta de certos e determinados amigos..Sinto falta daquele abraço..sinto muita falta!!! Apesar do grande e fantástico abraço que tenho todos os dias... sinto a vossa falta!!!
Por não querer falar sobre..é que se torna tão complicado lidar com.. É nestes momentos que sinto falta de certos e determinados amigos..Sinto falta daquele abraço..sinto muita falta!!! Apesar do grande e fantástico abraço que tenho todos os dias... sinto a vossa falta!!!
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Silence...
Noites...primeiras trocas de olhares...primeiras palavras!Sente-se a adrenalina a subir, e uma sensação de liberdade invade-nos a alma. Não há como controlar..apenas temos uma certeza..A certeza de que queremos aquele momento, que queremos senti-lo e fazer o tempo parar.
Toda a atmosfera é de perfeição..A respiração é cada vez mais forte, sente-se o peito em alvoroso e no estomago borboletas! Ao primeiro toque de pele o corpo arrepia-se, ao aproximar dos lábios existe uma fusão de sensações e assim que o beijo acontece.. há a explosão.. mente livre e leve.
Porque esta é a banda sonora da noite dos olhares, porque é perfeita e não precisa de palavras para a descrever. Não tem video porque quero apenas ouvi-la.. Pois ao ouvi-la..Fecho os olhos, e volto aquela noite, sinto os cheiros, as pessoas. Sinto os sabores e os toques. Sinto-te!!
Give me release
Witness me
I am outside
Give me peace
Heaven holds a sense of wonder
And i wanted to believe
That i'd get caught up
When the rage in me subsides
Passion choke the flower
'til she cries no more
Possessing all the beauty
Hungry still for more
Heaven holds a sense of wonder...
And i wanted to believe
That i'd get caught up
When the rage in me subsides
I can't help this longing
Comfort me
I can't hold it all in
If you won't let me
Heaven holds a sense of wonder...
And i wanted to believe
That i'd get caught up
When the rage in me subsides
I am sinking
In this silence
In this white wave
In this silence
I believe
I have seen you
In this white wave
You are silent
You are breathing
In this white wave
I am free
Toda a atmosfera é de perfeição..A respiração é cada vez mais forte, sente-se o peito em alvoroso e no estomago borboletas! Ao primeiro toque de pele o corpo arrepia-se, ao aproximar dos lábios existe uma fusão de sensações e assim que o beijo acontece.. há a explosão.. mente livre e leve.
Porque esta é a banda sonora da noite dos olhares, porque é perfeita e não precisa de palavras para a descrever. Não tem video porque quero apenas ouvi-la.. Pois ao ouvi-la..Fecho os olhos, e volto aquela noite, sinto os cheiros, as pessoas. Sinto os sabores e os toques. Sinto-te!!
Give me release
Witness me
I am outside
Give me peace
Heaven holds a sense of wonder
And i wanted to believe
That i'd get caught up
When the rage in me subsides
Passion choke the flower
'til she cries no more
Possessing all the beauty
Hungry still for more
Heaven holds a sense of wonder...
And i wanted to believe
That i'd get caught up
When the rage in me subsides
I can't help this longing
Comfort me
I can't hold it all in
If you won't let me
Heaven holds a sense of wonder...
And i wanted to believe
That i'd get caught up
When the rage in me subsides
I am sinking
In this silence
In this white wave
In this silence
I believe
I have seen you
In this white wave
You are silent
You are breathing
In this white wave
I am free
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